Desculpe, acha merecido o frio e a fome só para alguém ser favorecido?
Sabe dizer quem é o manipulador dessa falsa “justiça divina”?
Esse orador de ideias e de sina.
Do medo fomentado que atinge directo o Ninguém esfomeado
E os de menor intelecto.
Num discurso organizado esconde-se o dialecto
Do jogo de poder viciado pelo sádico arquitecto:
O político com Mestrado em Estados sem tecto.
O Ninguém não sabe que é o culpado pelo seu filho emigrado?
Ele não sabe que é o culpado pelo seu triste fado?
Ele não sabe que a “Democracia” é só mais uma Utopia dos homens do passado?
Ele não sabe que não sabe porque é da geração do “despreocupado”,
Educado a não questionar como o Sistema foi criado.
Oh Ninguém, tu não sentes a voz dos teus egrégios avós?
Acorda-me este país de História, esta Pátria de Glória!
Acorda Ninguém, acorda!
